quinta-feira, 3 de novembro de 2011

O peixe das ovas de ouro


Na contra mão da evolução, o extrativismo pesqueiro vem aumentando em Mato Grosso, assim como a quantidade de pescadores. Tanto profissionais quanto amadores.
Não é preciso ser vidente para prever as conseqüências futuras dessa realidade.
A atividade de pesca amadora está tão predatória quanto a profissional, uma vez que se aumenta a cada ano o numero de pescadores, enquanto o pescado só diminui!
Hotéis, pousadas e pesqueiros que vivem da pesca “amadora”, utilizando-se de formas nada esportiva e algumas vezes até predatórias, como o famoso “amoladinho”, cevas fixas, anzol de galho, armadilha e etc., para satisfazer a  vontade de matar peixes de seus hóspedes, não entendem o tiro no pé que estão dando. Não é bonito ver uma foto da geladeira cheia de peixes que será distribuído entre amigos e funcionários como prova do grande pescador que o sujeito é!
Na pesca profissional não é diferente. Pescadores, na maioria das vezes contratados por atravessadores e donos de barcos, trabalham diuturnamente em condições sub humanas, dormindo em espaços confinados, sem mínimo de condições sanitárias, fato este que se realizado em uma empresa seria considerado trabalho escravo, e extraindo da natureza muito mais do que ela consegue repor.
A pesca profissional e a amadora serão extintas, se continuar assim, não por que eu quero e sim porque é um fato natural que ocorre com toda atividade exclusivamente extrativista, que é realizada sem um estudo sério e controle rígido.
A pesca profissional, no meu ponto de vista, deve ser remanejada para atividades como piscicultura e pesca esportiva, e criar-se uma nova categoria, pescador artesanal, afim de manter a cultura ribeirinha da pesca, Tanto  como as pousadas, hotéis e pesqueiros devem ser orientadas e incentivadas a praticar pesque e solte afim de garantir a continuidade de suas atividades gerando renda, qualidade de vida aos que vivem dela e principalmente, garantindo a as futuras gerações o prazer de se fisgar um grande peixe.
Esse é um assunto que deve ser amplamente discutido com a sociedade, pois envolve fatores culturais e econômico daqueles que dependem ou simplesmente gostam de pesca.
O fato é que essas mudanças devem ser feitas, esse é momento para mato grosso se destacar como referencia na pesca esportiva, atividade essa que em alguns países com Estados Unidos movimenta milhares de dólares, gerando renda e preservação ambiental.

Texto Escrito por Rodrigo Vandoni ( Magrão )


Encerrando a Temporada 2011.


Tarja preta pesca & pinga encerra o ano de 2011 com saldo positivo.
Nem tanto pela quantidade de peixes (que aliás, foram muitos), nem tanto pela variedades de iscas testadas e comprovadas a eficácia, nem tanto pelos grandes jaús fisgados dentro do perímetro urbanos de Cuiabá e Várzea grande ou pelas aventuras que realizamos em busca de peixes!
Tarja Preta, alcançou o objetivo aos que se dispunha: Divulgação do pesque solte entre amigos e conhecidos da região.
Em quanto alguns, questionavam o motivo da soltura dos peixes, outros nos cumprimentavam pela atitude!
Pescar é muito mais que o ato de se fisgar ou matar o peixe, pescar é um encontro com amigos e a natureza, é o exercício do companheirismo e amizade, é um estado de espírito.
Tarja Preta mostrou aos amigos que a soltura do peixe é tão prazerosa quanto sua captura.
Mudamos conceitos de alguns amigos, fazendo-os refletir em seus hábitos de pesca.
Mudamos atitudes de velhos pescadores que nasceram e cresceram matando tudo o que se fisgava porque assim foram ensinados.
Enfim, vale à pena!!!


Tarjapretanos!!!

Texto escrito por Rodrigo Vandoni ( Magrão )